
Com o retorno das chuvas, as pastagens entram na crucial fase de rebrote, exigindo um manejo rigoroso e imediato para evitar prejuízos que se manifestarão na próxima estação seca.
Em entrevista ao Giro do Boi, o engenheiro agrônomo e consultor Wagner Pires alerta que o pecuarista não pode ceder à “sede ao pote” e deve respeitar a lotação e a fisiologia das gramíneas. Ignorar o manejo adequado neste momento é construir um rastro de degradação que será cobrado no futuro.
Pires reforça que, historicamente, a pecuária brasileira acumulou degradação ao tirar o gado sem devolver nutrientes e manejo ao pasto. No entanto, o cenário pode ser revertido: se bem manejadas, as pastagens brasileiras podem ser um poderoso “sumidouro de carbono”, contribuindo imensamente para mitigar os efeitos estufa.
O especialista cobra que o pecuarista seja “barulhento” em mostrar ao mundo que a pecuária a pasto é uma solução ambiental e economicamente competitiva.
Confira a entrevista completa:
O consultor Wagner Pires ofereceu orientações práticas sobre o manejo e a recuperação do pasto para produtores de todo o Brasil:
O consultor reforça que o custo de manutenção do pasto (adubação e manejo) é sempre menor do que o custo de uma reforma total. Para a nova geração de pecuaristas, é essencial adotar a visão de “agricultura de pasto” para garantir o crescimento sustentável e a rentabilidade da pecuária brasileira.
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