
Pecuaristas, a busca por alternativas de alimento para o gado, especialmente em regiões com produção abundante de frutas, é uma prática que pode trazer economia e sustentabilidade. Ailton Conceição Filho, de Porto Nacional, no estado do Tocantins, uma região que produz muito abacaxi, levantou uma dúvida interessante: é possível fazer silagem de abacaxi para alimentar o gado? Assista ao vídeo abaixo e confira a resposta na íntegra.
Nesta sexta-feira (22), o zootecnista Edson Poppi, especialista na área de silagem e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.
Ele explica que o resíduo de abacaxi tem um grande potencial nutricional, mas exige um manejo adequado para ser ensilado.

Edson Poppi é totalmente a favor do uso de resíduos na alimentação de ruminantes. O resíduo de abacaxi, em particular, é um material com excelentes características nutricionais:
O principal desafio para a ensilagem do abacaxi é sua baixa matéria seca, que é de apenas 22% (78% de umidade). Esse teor elevado de água dificulta a compactação, um processo crucial para a fermentação adequada e a qualidade da silagem.
Para resolver esse problema, Edson Poppi sugere misturar o resíduo de abacaxi com um material mais seco. As opções incluem:
Essa mistura permite uma compactação eficiente, tornando a ensilagem viável.

O especialista afirma que a substituição do volumoso por até 60% de resíduos de abacaxi pode trazer um resultado muito bom na dieta do gado.
O abacaxi é uma fonte de energia e nutrição que pode ser utilizada de forma estratégica, aproveitando um subproduto da agroindústria e reduzindo os custos com a alimentação do rebanho.
A ensilagem de abacaxi é uma alternativa promissora para pecuaristas em regiões com produção abundante do fruto, desde que seja feito um manejo correto para garantir a compactação e a qualidade da silagem.
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