
Pecuaristas, a recuperação de pastagens degradadas é, sem dúvida, um dos maiores desafios do nosso setor, impactando diretamente a produtividade, a sustentabilidade e a renda das propriedades. Quer transformar suas pastagens degradadas e aumentar a lucratividade da sua fazenda? Assista à entrevista abaixo e descubra os segredos do Guandu BRS Mandarim!
A boa notícia é que a Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), desenvolveu uma tecnologia inovadora e viável para essa questão: a consorciação de capins tropicais com o feijão-guandu, em especial a cultivar Guandu BRS Mandarim.
Essa leguminosa se destaca por seu duplo propósito, oferecendo uma solução completa e eficiente.
Nesta quarta-feira (23), o programa Giro do Boi entrevistou a pesquisadora Patrícia Perondi Anchão Oliveira, que tem acompanhado de perto o sucesso da utilização do Mandarim nas fazendas.
Ela detalhou como essa tecnologia dispensa o uso de herbicidas, adota um manejo simples e eleva o desempenho animal. Para transformar suas pastagens degradadas e aumentar a lucratividade da sua fazenda, é fundamental conhecer os segredos do Guandu BRS Mandarim.

O Guandu BRS Mandarim atua de duas formas essenciais e complementares para a pecuária, oferecendo benefícios tanto para a nutrição animal quanto para a saúde do solo:
Essa abordagem não só contribui para o aumento do ganho de peso dos animais e a redução do tempo de abate, mas também eleva o ganho de peso por hectare em comparação com sistemas que utilizam pastagens solteiras.

A Embrapa possui estudos robustos que comprovam a eficiência da consorciação com guandu em áreas de pastagem degradada.
Pesquisas indicam que novilhas nelore em pastagens de braquiária consorciada com guandu apresentaram um melhor desempenho individual e permitiram uma maior lotação de animais por área, além de um menor tempo até o abate.
Em um experimento comparando três sistemas de manejo, animais em pastos que contavam com o guandu tiveram um ganho médio diário de 0,376 kg durante o período de seca.
Esse resultado superou o desempenho de animais que receberam suplementação (0,298 kg) ou aqueles que não tiveram nenhum tipo de reforço alimentar (0,138 kg).
A implantação do guandu é um processo acessível e relativamente simples:
A pastagem já começa a mostrar sinais de recuperação em cerca de 30 dias após o plantio, e o primeiro pastejo pode ocorrer entre 65 e 80 dias após a semeadura.
A palatabilidade do guandu aumenta na fase reprodutiva, o que faz com que os animais consumam preferencialmente o capim nas águas e o guandu na seca, favorecendo o equilíbrio das espécies no consórcio.

A persistência do guandu no sistema de pastagem consorciada pode durar até três anos. A realização de duas roçadas anuais (uma a cada início de estação chuvosa) funciona como uma forma de adubação verde e de renovação do ciclo da leguminosa.
Ao final do terceiro ano, uma nova sobressemeadura é recomendada para manter o estande acima das 40 mil plantas/ha e garantir a eficácia da técnica a longo prazo.
Essa estratégia está perfeitamente alinhada com os princípios do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), contribuindo para a sustentabilidade da pecuária e a economia de insumos, uma vez que a adubação nitrogenada se torna dispensável.
O Guandu BRS Mandarim é, portanto, uma solução eficiente, de baixo custo e com alto retorno para pecuaristas que enfrentam o desafio da degradação de pastagens.
Ele permite elevar a produtividade da pecuária sem a necessidade de expandir áreas, respondendo de forma inovadora aos desafios climáticos, econômicos e ambientais da atividade.
O post Pecuária sustentável: como o Guandu BRS Mandarim dobra o valor das suas pastagens apareceu primeiro em Canal Rural.