
O mercado físico do boi gordo encerra a semana fragilizado, com novas tentativas de compra em patamares mais baixos, observa o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.
“O adicional de tarifas imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda traz incertezas para o mercado brasileiro, reduzindo de maneira significativa a competitividade do país se comparado a seus concorrentes diretos, como Argentina, Uruguai e Austrália”, ressalta.
De acordo com ele, o reflexo disso é que muitas indústrias permanecem ausentes da compra de gado e, assim, o mais provável é que se posicionem apenas na segunda-feira (14).
O mercado atacadista apresenta preços firmes para a carne bovina nesta sexta-feira. Segundo Iglesias, a expectativa é de menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, considerando o menor apelo ao consumo.
“Vale destacar que a carne de frango segue muito mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, em especial quando comparada à carne bovina”, disse o analista.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 22,50 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18,75 por quilo; e a ponta de agulha permanece a R$ 18,50 por quilo.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,5461 para venda e a R$ 5,5441 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5409 e a máxima de R$ 5,5919. Na semana, a moeda teve valorização de 2,25%.
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