
O mercado brasileiro de soja teve pouco movimento nesta terça-feira. Houve registro de negócios nos portos, mas poucos volumes tiveram pagamentos imediatos, pois a colheita está no início. Os vendedores com soja disponível para embarque rápido aproveitaram os preços mais altos. Produtores do Mato Grosso seguem apreensivos quanto à safra no estado e, por isso, estão fora do mercado. O viés dos preços foi de baixa, acompanhando os movimentos de Chicago e do dólar.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais baixos. Após dois dias de ganhos acentuados, com os contratos atingindo o maior patamar desde outubro, o dia foi de realização de lucros. O relatório do USDA apontou estoques e produção norte-americanos abaixo do esperado, o que deflagrou os ganhos anteriores.
No entanto, o cenário de ampla oferta mundial de soja garantiu a correção dos preços. As atenções seguem voltadas para o desenvolvimento das lavouras sul-americanas, com as perspectivas ainda favoráveis, apesar das preocupações no sul do Brasil e na Argentina.
A produção brasileira de soja deverá totalizar 166,33 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com um aumento de 12,6% em relação à temporada anterior. A expectativa para a Argentina é de uma produção de 54,05 milhões de toneladas para a safra 2024/25, com um ajuste de 1 milhão de toneladas em relação à previsão anterior. O USDA anunciou mais uma venda de 198 mil toneladas de soja para a China por parte de exportadores privados.
O dólar comercial encerrou em queda de 0,85%, sendo negociado a R$ 6,0459 para venda e a R$ 6,0439 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0408 e a máxima de R$ 6,0923.
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