Setor de tecnologia deve impulsionar mercado de fusões e aquisições

São Paulo – O setor de tecnologia deve ser o grande responsável por impulsionar o mercado de fusões de aquisições de empresas no Brasil em 2021, disse Alexandre Pierantoni, diretor da Duff & Phelps, durante Live da CMA Mercados, transmitida hoje no YouTube e no Facebook.

“Nos últimos 20 meses, o aumento está fortemente relacionado à tecnologia. Então quando você pensa em setor de varejo, que é importante o físico e o virtual. No agronegócio é importante o mapeamento de plantações. Em papel e celulose, a logística também.

Alexandre explica que tecnologia engloba também outros setores como produtos de consumo, infraestrutura, setor financeiro e também de alimentos e bebidas, que precisam de modernização.

“Se a gente fizer uma análise de investimentos financeiros que a gente chama de private equity e e venture capital, no primeiro trimestre deste ano, segundo a Abvcap, movimentaram algo em torno de R$ 10 bilhões. O número é praticamente o dobro do mesmo volume do primeiro trimestre do ano passado”, explicou.

Dos R$ 10 bilhões, cerca de R$ 8 bilhões são provenientes em venture capital, que é quando empresas de grande porte investem em companhias com expectativas de crescimento rápida e rentabilidade alta, como as startups.

Alexandre cita como exemplo as ações da Magazine Luiza e da Via (antiga Via Varejo), que adquiriram, juntas, cerca de 25 empresas de tecnologia no último ano.

“Elas precisam se preocupar com toda a experiência de consumo do varejo que está toda pautada na compra, que é no meio de pagamento, no tempo de entrega e no pós-venda. Esse movimento vai ficar muito marcado para o consumidor em como foi a experiência dele nesse momento de covid, na pandemia. Então você vai levar uma herança positivo para um modelo mais equilibrado de experiência de consumo”, finalizou.

Quando se olha para duas empresas que são muito agressivas no investimento em tecnologia, no setor de startups, como Via Varejo, Magazine Luiza. O que essas empresas tem feito, se combinar todas as aquisições delas, elas compraram mais de 25 empresas no último ano. É uma política extremamente agressiva de pensar em como dar o melhor para toda a cadeia.